Pular para o conteúdo principal

A história da instalação do Kit Elétrico numa bicicleta para baixinhos

Autor:
Sabidamente as mulheres têm mais dificuldade para exercer força de longa duração, apesar da sua incrível resistência muscular. Logo, numa cidade serrana cheia de aclives e declives, transpor as barreiras do relevo é fator impeditivo para as mulheres desfrutarem dos efeitos benéficos da bicicleta.

A história da minha esposa começa desse jeito, da impossibilidade de ter uma bike por causa das subidas intransponíveis. Até que soubemos dos kits elétricos e o mecanismo de ajuda à força dos pedais, sem que a coisa toda se transforme numa motinho elétrica.

A escolha da bicicleta foi o primeiro drama, pois a pouca altura da Gladis inviabilizava o aro 26”. Então, decidimos por uma de aro 24”, que tinha de ser necessariamente algo que se aparentasse com uma mountain bike, devido ao relevo desgraçado daqui. Vimos uma oferta tentadora nas Americanas de uma Caloi Wild 24 e encomendamos.

Começava assim a história através da escolha da bicicleta, propositalmente equipada com quadro de alumínio, para que não ficasse muito pesada quando o kit elétrico fosse instalado. Agora faltava o 2º capítulo, qual kit escolher?

Depois de muita pesquisa e comentários de usuários publicados em fóruns, acabamos nos decidindo pelo kit de 350 W da Bike Brasileira. Rolou toda uma negociação para conseguirmos que viesse o motor já instalado no aro 24”, uma vez que o padrão é aro 26”.

Uma vez chegado o kit, me dei conta que eu não dispunha de cacife técnico suficiente para me meter a fazer todas as adaptações necessárias para fazer caber o kit numa bicicleta diminuta destinada a crianças de 8 a 10 anos.

Felizmente, acabei encontrado na minha cidade um bicicletário que tem uma e-bike que ele próprio fez a adaptação:
Bava Bikes – Bento Gonçalves – RS fone: 54-30553068

Conversa vai, conversa vem, depois de algumas comprinhas e o aumento da confiança, o sujeito aceitou fazer a conversão. Como a encomenda era de natureza completamente atípica, o mecânico foi fazendo aos poucos, uma parte em casa, a exemplo do bagageiro que teve de ser adaptado para suportar a bateria, devido à inexistência de espaço no quadro. A história da instalação levou umas 3 semanas.

Através das imagens, discorro sobre alguns aspectos dessa adaptação do kit elétrico parcial para bicicleta:

Aspecto geral da bicicleta antes da instalação do kit elétrico:

Visão da bike com o kit:

Bagageiro – o mecânico pegou um bagageiro padrão para aro 26”, reduziu as hastes de sustentação e modificou os suportes dos parafusos, tudo para que o conjunto aguentasse com folga o peso da bateria de lítio e o módulo de comando. A solução do bagageiro trouxe uma vantagem, melhor distribuição de peso.

Interruptor do motor – originalmente, o kit vem com 2 interruptores interligados às manoplas de veio (incluídas no kit). Contudo, a instalação das manoplas implica na substituição das originais Shimano e na inviabilização dos trocadores de marchas. Devido à essa complicação, optamos em não instalar os interruptores. Todavia, já no primeiro passeio a Gladis constatou a falta que faz um interruptor de motor nos momentos em que a bicicleta é propulsionada apenas com a força dos pés.
Assim, instalei um interruptor que pode ser rapidamente acessado nos casos de frenagens, troca de marchas, paradas, descidas, terrenos planos, etc.

Acelerador – optamos em não instalar o acelerador, como forma de dar um incentivo a mais para a ciclista nunca relegar o ato de pedalar. Tal decisão se justifica inclusive porque nas rampas realmente fortes, o motor de 350 W não dá conta sozinho, portanto, a ajuda do pedal é sempre necessária.

Eixo do movimento central – o mecânico precisou trocar o eixo do movimento central por um mais alongado para possibilitar a instalação do sensor PEDELEC (pedalada assistida).

Modificação do garfo dianteiro – foi necessário limar as gancheiras dianteiras para abrigar o eixo do motor, de diâmetro maior do que o eixo da roda original

Fixação do módulo – tenha em mente de que você não vai querer o módulo muito preso, de forma que qualquer manutenção se torne um pesadelo. E também o módulo não cabe em qualquer lugar devido à limitação dos fios, principalmente do sensor que vai na pedivela. Assim, optei por fixar o módulo com duas tiras de borracha, que podem ser facilmente desamarradas para manutenção.
Fixação do módulo vista por baixo:

Peso da bicicleta antes da instalação do Kit: 14,8 Kg
Peso da bicicleta depois do Kit Elétrico instalado mais a bateria de lítio: 20 Kg
Como se pode notar, o Kit não onera muito o peso final.

Postagens mais visitadas deste blog

Cubos com Rolamentos ou Esferas – qual é o melhor? Qual roda gira mais livre?

Autor:
A velha polêmica cessará algum dia? O certo é que as bikes mais sofisticadas (caras) vêm com os tais “sealed bearings” (rolamentos selados) e aquelas abaixo de 5k vêm equipadas com anéis de esferas alojados em cones (cup and cone hub). Então, aparentemente só há argumentos bons em relação aos rolamentos e merda em cima das esferas? Errado! O melhor então seria reformular a pergunta: qual é o melhor, um cubo com rolamentos mais ou menos ou um cubo de esferas/cone de alta qualidade?

Também é verdade que há por aí bikes meia boca com rolamentos chineses cujas rodas parece que giram com areia dentro.

Se é verdade é que as pessoas têm problemas nos dois mundos, então vamos colocar alguns argumentos que pesam do lado das rejeitadas esferas. Aliás, a minha GT Zaskar 27.5 Sport está na faixa de preço que não comporta rolamentos, mesmo assim as rodas giram com uma liberdade absurda! E ainda melhor, sem produzir ruído algum, digamos assim, o característico zunido dos rolame…

Galeria de selins sem nariz que salvam a vida sexual do(a) ciclista

Autor:
Os especialistas em saúde sexual masculina afirmam que os ciclistas se divide em 2 grupos: dos que estão impotentes sexuais e o dos que ficarão. E a explicação para essa tragédia é que os selins tradicionais jogam 25% do peso corporal sobre a região do períneo, onde ficam a próstata, a raiz do pênis, e artérias responsáveis pela irrigação do órgão sexual. Assim, uma atividade física, a princípio valiosíssima, pode vir a ser causa de problemas graves de saúde.

As mulheres também têm seus percalços, uma vez que sofrem dores devido à constante pressão exercida contra a sua genitália pelo bico dos selins tradicionais.

Homens com hipertrofia da próstata se encontram completamente alijados do ciclismo, se não buscarem soluções alternativas de assentos. Ciclistas que sofrem sensação de dormência depois de pedais longos devem abandonar inteiramente a concepção de que “ainda não se acostumaram” aos seus selins caros, bonitos e de marcas famosas. O corpo humano não foi feito…