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Quando acaba o mito do banco macio

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Primeiramente ocorreu comigo e agora com a minha esposa. Com o tempo, a experiência e o aumento do percurso das pedaladas, começamos a nos ressentir com os selins estofados.

Para o leigo é contrário ao senso comum alguém optar por um banco “duro”. Contudo, descobrimos na pele, ou melhor, no traseiro, que na medida em que conseguimos aumentar o tempo pedalando, começamos a experimentar o efeito de afundamento dos glúteos na espuma do selim.

E o resultado disso é notório: a minha esposa primeiramente reclamou de fisgadas na perna, depois começou a sentir dormência nos pés. E a causa disso decorre da pressão exercida principalmente sobre os nervos que correm na parte interna das coxas, o famoso ciático.

No meu caso, comecei a sofrer os efeitos da pressão sobre o períneo, apesar de ter optado por um selim com canal central, o Serfas RX-921v. A minha mulher tinha o modelo feminino do mesmo, o RX-922v.

É interessante notar que os selins dotados de espuma grossa têm durab…
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Primeiras impressões sobre a bicicleta elétrica Orbea Wild 30

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Motor/Potência:
Quando você vê à primeira vista a coroa de 14 dentes, pensa que a bicicleta não terá rendimento algum. No entanto, os 14 dentes são ilusórios, já que há uma relação interna multiplicadora entre a engrenagem do pedal e a coroa. A coroa pequena se impõe porque o motor Bosch funciona com alta rotação, assim, o seu torque é aproveitado ao máximo.

A sensação de robustez passada pelo motor de tão somente 250 W é surpreendente, está sempre sobrando! Mesmo usado em alta demanda, ele mal fica morno, sinal de que funciona com grande margem de folga. Dos 4 modos de assistência disponíveis, dificilmente é necessário recorrer ao modo “turbo”, que é o mais potente, mas consome mais bateria. Em regime normal, mesmo enfrentando subidas íngremes, os modos “Eco” e “Tour” dão conta do recado perfeitamente.

Uma coisa chata para os velocistas é a limitação de 25km/h sem desacoplamento. O motor Bosch não tem um sistema que desacopla os pedais ao atingir a velocidade máxim…

Análise do selim Rido R2: o banco que não agride o períneo/próstata/nervo pudendo

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Os selins convencionais de bicicleta pressionam o períneo e terminam ocasionando aumento do PSA (problemas na próstata), compressão do pênis interno (impotência), obstrução da circulação sanguínea (dormência) e agridem o nervo pudendo, que causa nevralgia do pudendo, na forma de uma forte dor que se espalha pelo períneo. Além disso, os impactos continuados contra a região do períneo provocam lesões crônicas que podem resultar em obstrução urinária e urina com sangue.

Por isso, a minha intenção, desde que reiniciei no ciclismo, foi encontrar um selim que me livrasse desses problemas comuns entre os ciclistas. Terminei decidindo pelo produto de uma pequena marca do Reino Unido, cujo idealizador sofreu os problemas típicos relatados acima e que não quis abdicar deste prazeroso esporte.

Após um mês e meio, eis que chega a encomenda tão esperada, o meu novo selim feito na Inglaterra e projetado sob medida para quem não tolera pressão no períneo.

Feitos alguns pedais, p…

Diário de manutenção: tirar água suja da suspensão

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Ao cabo de 4.500 a 5.000 km, fui na oficina para fazer a revisão da suspa Rockshox Reba da minha Specialized Epic.

Ao contrário do que manda a fábrica, não é necessário trocar toda a santa vez o kit de reparos, este tipo de procedimento só pode ser sustentado pelos ricos de lá da terra deles, não aqui, onde o kit custa cerca de 160 reais. Somando os 160 mais os 175 reais da mão de obra (inclusa a revisão da caixa de direção), seria muito improvável conseguirmos arcar com os 375 reais só de revisão anual da suspa.

No entanto, vale a pena o ciclista se antecipar e não deixar que a coisa degringole, até que seja tarde demais e acabe comprometendo um componente importante, ou até condenando a suspensão inteira por falta de manutenção. Neste caso, a conta sairia salgada, por volta dos 4.000 reais.

Apesar de não ter precisado trocar nenhum dos o-rings, retentores, guarnições, etc, eles estavam sujos e com a graxa contaminada. Da câmara do hidráulico, onde vai mais quantidade…

Como identificar desgaste nas engrenagens do cassete?

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Bem antes da situação desesperadora dos dentes do cassete ficarem em forma de agulha, é possível descobrir o estado de desgaste analisando o lado do dente por onde a corrente é tracionada.

Independentemente da análise visual, o sintoma que melhor denuncia o desgaste são os escorregões da corrente. Quando a corrente, principalmente a nova, dá trancos repentinos, há algo errado na relação. Aí sim, é hora de dar uma de Sherlock Holmes e passar a olhar o problema com lupa.

Nos cassetes com engrenagens independentes, pode ocorrer a situação mais simples de se poder trocar somente aquela com desgaste. Normalmente, devido à grande força exercida, as engrenagens com menor número de entes sãos as primeiras a ficarem comprometidas. A saber, as de 11 e 13 dentes. Veja a situação do cog abaixo.

 A olhos desatentos, pode parecer que as minúsculas deformações (arredondamento) parte aguda de alguns dentes não seria motivo de escorregamento de corrente, mas é sim, devido à imensa tra…

Disco de freio gasto nos raios pode acontecer em bicicleta nova

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Se você pesquisa na net, descobre que a duração média do disco de freio hidráulico é 10.000 km. Levando-se em conta que a duração média da corrente é 5.000 km, troca-se o disco a cada 2 trocas de corrente.

No meu caso isto não ocorreu. Após 5 mil km, fui obrigado a trocar os 2 rotores da minha Specialized Epic Hardtail alumínio justamente porque o disco que veio na bike não é compatível com as pastilhas do caliper BR-M447.

Pelo desenho do disco que veio na minha Epic, o SM RT-66 vê-se que ele é mais estreito no sentido longitudinal:

A página da Shimano especifica que este o rotor SM RT-66 deve ser usado com o caliper SLX, sendo que este caliper usa a pastilha D01s, mais estreita na largura e mais comprida no sentido ao longo do disco, conforme a imagem:

Sem saber disso, acabei decidindo comprar o SM RT-56, que é especificado para o caliper Shimano Alivio:

O caliper BR-M447 É Alivio, portanto, trabalha com as pastilhas B01s, que custam menos da metade das pastilhas…

Como vencer subidas de bike sem cansar (muito)?

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O principal fator para escalar subidas íngremes é conseguirmos aproveitar o efeito alavanca da combinação pernas/braços. Para tanto, o selim da bicicleta deve estar regulado no máximo da altura confortável, de forma que quando um pé está na posição inferior, a perna consiga ficar esticada.

Justamente por causa das subidas, costumo usar o selim inclinado para frente e recuado para trás. Esta posição me dá o máximo de aproveitamento do efeito alavanca das pernas. É como se eu conseguisse me empurrar contra o banco durante as subidas.

(A simples troca do selim – Serfas RX-921v por um Rido R2 – me proporcionou o ganho de 3 marchas na subida. Isto porque, enquanto o Serfas é grosso em espuma, o Rido é bem mais fino.)

Um detalhe imprescindível para que dê certo esta coisa do “se empurrar contra o banco” é que selim não seja muito macio. Os selins recobertos de gel ou espuma macia desviam parte da energia dirigida aos pedais.

A posição do tronco também é importante em mo…